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Pesquisa sobre carro elétrico: 87% dos brasileiros considerariam comprar

Pesquisa sobre carro elétrico: 87% dos motoristas considerariam comprar, diz o Instituto Locomotiva. Veja os dados e o que avaliar antes de trocar.

Pesquisa sobre carro elétrico: Nissan Leaf amarelo, táxi com emissão zero, sendo carregado em eletroposto BR no Rio de…
Foto: Mariordo (Mario Roberto Duran Ortiz) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) · licença

Uma pesquisa sobre carro elétrico do Instituto Locomotiva mostra que 87% dos motoristas entrevistados considerariam comprar um veículo elétrico. O número chama atenção, mas o próprio instituto lembra que há uma distância entre querer e conseguir comprar. Neste texto, você vê os dados, o papel da gasolina cara e o que checar antes de trocar de carro.

O que diz a pesquisa sobre carro elétrico e como ela foi feita

O Instituto Locomotiva ouviu 1.300 motoristas por meio de entrevistas digitais, entre 1º e 10 de julho de 2026. Os resultados ganharam repercussão em outubro, em meio à pressão sobre o preço do petróleo.

Dos entrevistados, 87% disseram que considerariam comprar um carro elétrico. Desse total, 50% afirmaram que certamente fariam isso e 37% disseram que provavelmente fariam.

Vale lembrar que é intenção declarada, não venda realizada. Um levantamento digital com 1.300 pessoas também não representa, sozinho, todo o país.

Os principais números

  • 78% dos interessados citam a economia de combustível como principal atrativo;
  • 61% mencionam a sustentabilidade;
  • 56% apontam a tecnologia mais avançada;
  • 51% citam o maior conforto;
  • 76% acreditam que a economia no uso compensa o preço de compra mais alto, enquanto 24% discordam;
  • 84% dizem que preços menores aumentariam a chance de compra.

Por que a gasolina cara pesa na decisão

Segundo a pesquisa sobre carro elétrico, 84% dos entrevistados já achavam, em julho, que a alta do petróleo deixava os elétricos mais atraentes. Em 8 de outubro de 2026, o Brent fechou a US$ 104,13 e o WTI a US$ 91,35, em meio aos conflitos no Oriente Médio.

Em 9 de outubro, o governo federal anunciou um pacote com impacto estimado em R$ 5,2 bilhões em 30 dias. Ele inclui zerar os tributos federais sobre a gasolina (PIS/Cofins e Cide), inicialmente por 30 dias. O preço na bomba também depende de impostos, distribuição e do mercado interno, então o efeito final para o consumidor ainda é incerto.

Na prática, uma medida temporária não muda a conta de quem pensa em ficar com o carro por muitos anos. Para comparar custos, veja o artigo carro elétrico ou a gasolina: qual sai mais barato no Brasil.

O preço de compra ainda é a barreira

O interesse esbarra no valor de entrada. Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, disse ao g1 que, enquanto o preço de entrada continuar alto, parte do interesse não vira acesso. Para ele, o próximo passo é aproximar o custo de compra da economia percebida no uso e facilitar a recarga.

Há opções mais em conta surgindo no mercado. Um exemplo é o carro elétrico de R$ 65 mil que a E-Motors vai montar no Espírito Santo. Outra referência é o comparativo entre BYD Dolphin Mini e Renault Kwid E-Tech.

Quem já tem elétrico ou híbrido recomprar

Segundo o levantamento, 69% dos motoristas conhecem alguém que tem um carro elétrico, e 92% desses dizem que os donos falam bem do carro. Entre os proprietários de elétricos ou híbridos, 98% considerariam comprar outro elétrico; 85% certamente e 13% provavelmente.

O que avaliar antes de trocar de carro

A pesquisa mostra a vontade, mas a decisão exige conta própria. Antes de fechar negócio, considere:

  1. Quilometragem mensal: a economia no uso só aparece se você roda o suficiente.
  2. Onde vai carregar: em casa, no trabalho ou em estações públicas. Veja quanto custa carregar carro elétrico em casa.
  3. Custos fixos: confira as regras do seu estado no guia sobre IPVA de carro elétrico em 2026.
  4. Orçamento de entrada: compare o preço de tabela com a economia estimada em alguns anos.
  5. Alternativa híbrida: se a recarga for incerta, um híbrido pode servir melhor.

Conclusão

A pesquisa sobre carro elétrico indica que o elétrico já entrou no radar do motorista, impulsionado pela gasolina cara. Mas a própria pesquisa mostra que o preço e a recarga seguem como obstáculos. Faça as contas com seu uso real antes de decidir.

Perguntas frequentes

Quem fez a pesquisa sobre carro elétrico e quantos motoristas foram ouvidos?

A pesquisa sobre carro elétrico é do Instituto Locomotiva e ouviu 1.300 motoristas em entrevistas digitais entre 1º e 10 de julho de 2026. O resultado foi divulgado em outubro.

Quantos brasileiros considerariam comprar um carro elétrico?

Segundo o levantamento, 87% dos motoristas entrevistados considerariam comprar. Desses, 50% certamente comprariam e 37% provavelmente comprariam.

Qual é o principal motivo para querer um elétrico?

A economia de combustível, citada por 78% dos interessados. Em seguida vêm a sustentabilidade (61%), a tecnologia (56%) e o conforto (51%).

Qual a maior barreira para comprar um elétrico no Brasil?

O preço de compra. Para 84% dos entrevistados, valores menores aumentariam a chance de compra, e o instituto também cita a necessidade de facilitar a recarga.

Fontes

Escrito por

Fábio Morais

Fábio Morais é o criador do Voltagem. Acompanha de perto o mercado de carros elétricos e híbridos no Brasil e escreve para ajudar quem quer entender, escolher e conviver com um eletrificado sem complicação.

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